terça-feira, 14 de Setembro de 2010

Adoração ao Santíssimo Sacramento - Sagrado Lausperene

     No passado Domingo, 8 de Novembro, a comunidade de São Martinho de Brufe, acolheu, mais uma vez o Sagrado Lausperene – Adoração ao Santíssimo Sacramento. Foram muitas as pessoas que ali acorreram para adorar o Senhor e não para comparar o modo como estava enfeitada a igreja, pois o Lausperene não é isso, de forma alguma.
     Os arranjos florais são apenas instrumentos. Estão ao serviço da Liturgia. A sua missão é apontarem para o Senhor e não para si mesmos. Não podem ser motivo de distracção mas devem ajudar à concentração.
     O Lausperene é um momento de importância ímpar para educar e conduzir a um encontro transformante com Cristo. No Lausperene, o importante é o Senhor. O Senhor que deve ser louvado e adorado. O Senhor que se fez nosso companheiro e nosso alimento. O Senhor que também está nos outros, que devem ser respeitados como templos de Deus que são.
     O Sagrado Lausperene deve ser vivido como momento forte de tomada de consciência do que a Santíssima Eucaristia é e de como a devemos viver ao longo do dia. Deve ser um momento privilegiado para reflectirmos sobre o dever de eucaristizarmos a vida, vivendo-a em acção de graças e colocando-a ao serviço dos outros. Dando-a por amor, como Jesus fez. Deve ser ocasião para avivarmos a consciência do dever de amarmos os outros como Deus nos ama: com um amor gratuito e com um amor que perdoa e que esquece (Silva Araújo).


     Bento XVI escreveu, no número 14 da encíclica Deus é Amor:

     «Na comunhão sacramental, eu fico unido ao Senhor como todos os demais comungantes. (...) A união com Cristo é, ao mesmo tempo, união com todos os outros a quem Ele se entrega. Eu não posso ter Cristo só para mim; só lhe posso pertencer se unido a todos aqueles que se tornaram ou tornarão seus. A comunhão tira-me para fora de mim mesmo, projectando-me para Ele e, deste modo, também para a união com todos os cristãos». (...) «Na comunhão eucarística, está contido o ser amado e o amar, por sua vez, os outros. Uma Eucaristia que não se traduza em amor concretamente vivido, é em si mesma fragmentária».

     Nas Recomendações Pastorais que apresentou em Balasar no dia 22 de Outubro de 2005 o senhor D. Jorge Ortiga lembrava que, «seguindo a Cristo, não podemos separar a fé das concretizações práticas de justiça, inspiradas precisamente em Cristo, também presente nos nossos irmãos. A verdadeira caridade é um acto de adoração ao Santíssimo na custódia do nosso próximo». Bem vivido, em vez de gerar comentários sobre qual a igreja onde «o Senhor estava mais bonito», o Sagrado Lausperene há-de levar-nos a um maior empenho na recristianização da nossa sociedade e na construção de um mundo melhor (Silva Araújo).
     Para todos aqueles que queriam em suas casas, no seu recolhimento ou, porque não, num local de culto, fazer a sua adoração ao Santíssimo Sacramento, fica aqui uma sugestão de oração, a partir da Palavra:

                                                       Sagrado Lausperene
 

                                                      “Eu sou o Pão da Vida”
                                      Acolher a Palavra no banquete eucarístico



     Evangelho segundo São Lucas

     «Chegada que foi a hora, Jesus pôs-se à mesa, e com ele os apóstolos. Disse-lhes: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer. Pois vos digo: não tornarei a comê-la, até que ela se cumpra no Reino de Deus”.
     Pegando o cálice, deu graças e disse: “Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Pois vos digo: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus”.
     Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim”. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós”».

     (Lc 22, 14-20)